Entre os países do G20, 11 têm mais mulheres no Parlamento que a média mundial

Mais mulheres lideram parlamentos das maiores economias

G20 reúne 3.067 deputadas e 840 senadoras

A bancada feminina dos parlamentos que representam as maiores economias do mundo, reunidas no fórum de cooperação internacional G20, soma 3.067 deputadas e 840 senadoras. Muitas dessas líderes devem encontrar-se neste ano no Brasil durante a reunião de parlamentares do P20.

Segundo dados da União Interparlamentar (UIP), a Câmara dos Deputados ou Parlamento unicameral de países do G20 apresenta em média 29% de representantes mulheres. É um número acima da média mundial de outros parlamentos, que é 25%.

Assim como o G20 apresenta desigualdades econômicas, com países industrializados e em desenvolvimento, o mapa das cadeiras no Legislativo mostra as diferenças na representação feminina. No entanto, nem sempre os países mais ricos contam com mais mulheres no poder.

O México é o país do G20 com mais mulheres no Parlamento, equivalente à metade das cadeiras na Câmara dos Deputados e também no Senado. No ranking mundial de igualdade de gênero, da UIP, o Parlamento mexicano está em quarto lugar em uma lista de 186 países. A posição é resultado de políticas de paridade de gênero nas candidaturas ao Legislativo, adotadas em uma reforma constitucional em 2014.

Outros dois países em desenvolvimento, a África do Sul e a Argentina aparecem em seguida na relação de Parlamentos do G20 com mais representantes mulheres – respectivamente 46% e 42% da Câmara baixa.

Com 18% de deputadas, o Brasil está apenas em 16o lugar entre os países do G20 com relação ao número de mulheres no Parlamento. Ainda assim, a bancada feminina atual é a maior da história do Congresso brasileiro e tem crescido significativamente nos últimos anos. Em 2018, as mulheres ocupavam apenas 10% das cadeiras da Câmara – o equivalente ao número de deputadas no Japão, país do G20 com o menor número de mulheres no Parlamento.

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